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EXCLUSIVO: Informações sobre a tragédia que poderia ser evitada no Ninho do Urubu

  • 11 de fev. de 2019
  • 4 min de leitura

A tragédia que matou dez jogadores da base do Flamengo segue repercutindo na imprensa. As perguntas, questionamentos e especulações dos jornalistas e do público geral seguem sem respostas.


O incêndio ocorreu no fim da madrugada de sexta-feira (8/02), em uma parte do Ninho do Urubu que servia como alojamento para as categorias de base do Flamengo. No momento do acidente, 26 pessoas estavam no espaço, entre eles, 10 jogadores morreram, 3 ficaram feridos e outras 13 pessoas, conseguiram se salvar sem ferimentos. No dia do ocorrido, o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, realizou um pronunciamento em que falou sobre a "maior tragédia da história do clube". Após o pronunciamento, algumas emissoras de canal fechado, manifestaram suas indignações pelo fato de não terem tido um real esclarecimento sobre a situação e sobre o andamento das investigações.


Sem obter a regularização completa do Ninho do Urubu, o Flamengo está há cerca de um ano e meio pagando multas emitidas pela Prefeitura desde que o poder municipal determinou a interdição do Centro de Treinamento de Vargem Grande por falta de alvará. Em nota, a Prefeitura do Rio chegou a dizer que o Flamengo só pagou 10 dos 31 autos de infração que recebeu. O clube rubro-negro diz que não conseguiu o alvará da Prefeitura por faltar apenas um dos nove documentos necessários, o Certificado de Autorização do Corpo de Bombeiros. Mesmo diante da irregularidade, não houve uma medida que, na prática, fechasse o Centro de Treinamento.


Uma reportagem veiculada na noite deste domingo (10/02), pelo "Fantástico", da TV Globo, informou que um dos sobreviventes do incêndio afirmou em seu depoimento aos investigadores da Polícia Civil que havia uma espécie de "gambiarra" - extensão elétrica, de fio comprido, com uma lâmpada na extremidade, que permite a utilização da luz em diferentes localizações dentro de uma área relativamente grande - em um dos aparelhos de ar-condicionado do alojamento que continham seis contêineres transformados em dormitórios ocupados em uma parte do CT Ninho do Urubu, em Vargem Grande.


O jornal "O Globo", do Rio de Janeiro noticiou que uma análise preliminar, constatou que as chamas tiveram início a partir de um curto-circuito no ar-condicionado do alojamento seis, mas que ainda não há a confirmação de tal acusação. De acordo com o sobrevivente da tragédia, o aparelho de ar-condicionado seria menor do que o buraco na parede e o espaço que sobrou teria sido preenchido com pedaços de madeira, plástico bolha e espuma. ​


Outro problema apontado foi que havia apenas um monitor de plantão para tomar conta dos 24 jovens que dormiam no local. O Conselho Nacional da Criança e do Adolescente (Conanda) prevê que é necessário um tutor para cada dez menores e a legislação exige a presença de uma equipe noturna acordada e atenta a eventuais problemas.


Acredita-se que na segunda-feira (11/02), uma junta ligada ao jurídico rubro-negro se encontrará com representantes de órgãos públicos, como Ministério Público, Corpo de Bombeiros e a própria Prefeitura. O objetivo do Flamengo é se colocar à disposição e apresentar para os promotores documentos e tentativas de regularização do Ninho ao longo dos anos.​


O advogado Manoel Peixinho relata na entrevista para o jornal O Globo, que uma fiscalização rigorosa do poder público municipal poderia ter evitado a tragédia:

- Uma das prerrogativas da administração publica é o exercício do poder de polícia, que é fiscalizar determinado estabelecimento privado, advertir, multar e, havendo reincidência, interditá-lo. No esporte, podemos lembrar que, em 2013, a Prefeitura interditou o estádio Nilton Santos. Se a Prefeitura chegasse com fiscais, e o Flamengo se negasse a fechar o CT, a Prefeitura poderia até mesmo requisitar força policial. A autotutela é a prerrogativa que a administração pública tem de executar as próprias decisões.


O comentarista da ESPN Brasil, Celso Unzelte, comentou que nesse momento é preciso que as pessoas responsáveis paguem pelo ocorrido o mais rápido possível, pois fica um jogo de empurra empurra e ninguém vai em cana. E ainda questionou "Porque quem assinou o laudo e se responsabilizou por aquilo ainda não está preso?"


Enquanto as respostas para essa tragédia - que poderia ser evitada - não são postas a tona, os jogadores e clubes brasileiros vem deixando a rivalidade de lado e prestando homenagens para as vítimas e familiares. O Guarany de Sobral, decidiu doar a renda da partida do último domingo, contra o Fortaleza, para as famílias dos mortos na tragédia. A partida, que contou com a presença de 5.750 torcedores, somou uma quantia total de R$ 117.750,00, com renda líquida de R$ 65.510,31. O atacante Éverton, do Grêmio, dedicou o seu gol, na partida contra o Avenida, para as vítimas, além de mostrar a braçadeira com a #ForçaFlamengo, que também foi utilizada pelo técnico do tricolor, Renato Gaúcho. Outros jogadores também prestaram homenagens em entrevistas. ​


Essa movimentação de jogadores e clubes do Brasil nos fazem crer que ainda há esperanças no mundo. Desse modo, a Equipe APF, se solidariza com o momento e deseja que os corações dos familiares das vítimas sejam confortados.












 
 
 

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